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LIÇÕES PARA TODA VIDA
HALEY JOEL OSMENT, KYRA SEDGWICK, ROBERT DUVALL & MICHAEL CAINE

Para Walter (HALEY JOEL OSMENT), de 14 anos, a fazenda de seu tio-avô no Texas seria o último lugar do mundo em que gostaria de passar o verão. Deixado ali por sua mãe, Mae (KYRA SEDGWICK), no meio do nada, com dois velhos malucos e com a promessa de que ela logo virá buscá-lo, Walter não sabe em quê acreditar.

Hub e Garth McCaan (ROBERT DUVALL e MICHAEL CAINE) são excêntricos e mal-humorados e há rumores de que, na juventude, foram ladrões de bancos, matadores da máfia e/ou criminosos de guerra. Não se sabe a verdade, embora eles pareçam ter um infinito suprimento de dinheiro vivo. Mas Walter começa a ver um lado novo de seus tios quando descobre a antiga fotografia de uma linda mulher escondida num baú e pergunta a Garth quem ela é.

Aos poucos, através de histórias contadas no poeirento estado do Texas, uma história surpreendente surge da imaginação vívida e colorida de Walter – uma fábula passada num lugar longínquo, misterioso e exótico, onde homens montavam cavalos e lutavam com espadas; onde lindas princesas se envolviam com xeiques traiçoeiros; onde os dois heróis improváveis viviam uma aventura com a qual as pessoas apenas sonham.

Verdade ou não, as histórias dos tios se tornam um portal para um mundo novo e desconcertante para o garoto vivenciar as aventuras dos dois homens. Eles também dão a Walter alguma coisa em que acreditar – um mundo onde a honra e a virtude valem mais que dinheiro e poder, um lugar que, existindo ou não, pertence apenas ao garoto. Da mesma forma, contando suas histórias ao sobrinho, Hub e Garth passam a ver suas próprias vidas com novos olhos.

No imprevisível verão do Texas central, no início dos anos 60, tudo está para mudar para sempre nesta nova família de estranhos.

Mas não deixe de ver os erros também.

Diretor: Tim McCanlies
Escritor: Tim McCanlies

Gênero: Drama

New Line Cinema & Play Arte

Título Original: Secondhand Lions
Tempo:  min

Cor: Colorido
Ano de Lançamento: 2003 - USA - Estréia Nacional dia 2 de abril de 2004.
Recomendação: Livre

ELENCO

Michael Caine .... Garth McCann
Robert Duvall .... Hub McCann
Haley Joel Osment .... Walter
Kyra Sedgwick .... Mae
Nicky Katt .... Stan
Emmanuelle Vaugier .... Jasmine
Christian Kane .... Hub quando jovem
Kevin Michael Haberer .... Garth quando jovem

FICHA TÉCNICA

Produção .... David Kirschner
Produção .... Scott Ross
Produção .... Corey Sienega
Em associação com .... Digital Domain Productions
Produtor executivo .... Toby Emmerich
Produtor executivo .... Mark Kaufman
Produtor executivo .... Janis Rothbard Chaskin
Produtor executivo .... Karen Loop
Produtor executivo .... Kevin Cooper
Co-produtor .... Amy Sayres
Figurinista .... Gary Jones
Editor .... David Moritz
Desenhista de produção .... David J. Bomba
Diretor de fotografia .... Jack Green
Compositor .... Patrick Doyle

PRODUTORA

New Line Cinema

DISTRIBUIDORA

PlayArte

ERROS

1. Quando Robert Duvall e Hayley Joel Osment estão falando no lago, o cobertor de Hayley muda de posição cada vez que a câmera lhe mostra por trás. (Contribuição de André Ribeiro - Hudson - Massachussets - USA - Fã de Carteirinha)

2. Na cena em que Hub briga com uns garotos, o nível da bebida de Hayley muda constantemente. (Contribuição de André Ribeiro - Hudson - Massachussets - USA - Fã de Carteirinha)

3. Há uma cena em que um garoto se aproximam de uma caixa onde está a leoa e a abrem arrancando uma tábua, mas mas após o corte na cena, várias tábuas já foram arrancadas. (Contribuição de Gabriel Pereira - Fã de Carteirinha)

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Christian Heine Maxime da Silva Lira - Salvador / BA
Edward Freire Saraiva De Melo - São Paulo / SP
Eloisa Helena Gualtieri Zancan - Santo André / SP
Gladys Gomes de Castro Piacente - São Paulo / SP
Irlândia Brito do Amor Divino - Salvador / BA
Janaina Luana Bertoldo Ramos - São Paulo / SP
Jeison Rosendo da Silva - São Paulo / SP
Johanna Retzler - São Paulo / SP
Kyung Im B. Park - São Paulo / SP
Monaliza Cristina da Silva Amciel - Natal / RN
Nanquita Isabel Milaheb - Belo Horizonte / MG
Richard Lisboa - Rio de Janeiro / RJ
Rodrigo Poi Junqueira - Araçatuba / SP
Thiago Jeferson Telles Ferreira - Rio de Janeiro / RJ
Valter Ferreira de Moraes Junior - Curitiba / PR

A PlayArte e o Falha Nossa agradecem a participação de todos.

IMAGENS E CURIOSIDADES

NOTAS DA PRODUÇÃO

Assim como muitos escritores, Tim McCanlies admite que vários dos personagens de “Lições para Toda Vida” tiveram origem em seu passado. “Quando era garoto, passei muitos verões com meu avô, que era impertinente, parecido com os tios do filme”, ele recorda. E continua: “Mas meu avô era durão, embora escondesse, lá no fundo, um bocado de ternura. Para mim, garoto, ele parecia um homem grande e é importante para uma criança crescer com uma figura masculina forte e boa. Eu tentei imaginar o que é que homens ensinam a garotos e lidar um pouco com isso no filme”.

“Lições para Toda Vida” acompanha as aventuras de um menino introvertido, Walter (Haley Joel Osment), cuja mãe, Mae (Kyra Sedgwick), o deixa para passar o verão com os tios-avós mal-humorados e excêntricos, sendo o garoto marcado por uma vida cheia de promessas não cumpridas.

Dois dos atores mais aclamados do cinema, Michael Caine e Robert Duvall fazem os papéis de Garth e Hub McCann, os tios que vão tomar conta de um garoto num verão no Texas, nos anos 60. Tim McCanlies descreve Hub, papel de Duvall, como uma pessoa idosa cujos feitos na juventude podem nos surpreender. “Uma vez que essa parte de sua vida acabou, ele voltou à casa onde cresceu com o irmão e se preparou para esperar a morte. Garth, papel de Michael Caine, voltou para cuidar do irmão mais velho. Ele não tem nada de concreto em sua vida agora”, diz McCanlies.

Para Hub, ficar velho é um desconforto. “Não é a velhice que o incomoda, mas sim tornar-se inútil”, ressalta Robert Duvall. E acrescenta: “Eles se sentem inúteis, mas gostariam de não ser inúteis. Gostariam de fazer outras coisas. Falam da morte e do envelhecer, embora tentem se manter ativos. Garth recebe a tiros os vendedores que, supostamente, querem lhes vender coisas. Não os mata, mas os assusta. É essa a função dos vendedores, quebrar a rotina do dia”.

Inicialmente irritado com os modos rudes e sem educação do tios, Walter aos poucos se entrosa, ajuda-os no jardim e também a cuidar dos cinco cachorros esquálidos e de um porco, até os encorajando a gastar um pouco dos milhões que, comenta-se, eles têm escondidos, antes que seja muito tarde. Infelizmente, não são bons compradores e, quando acabam comprando um leão para caçar, este é um leão de “segunda mão” – cansado, inútil e doente.

Walter vê no leão uma coisa que ninguém vê – assim como vê mais coisas nos tios do que o dinheiro que eles têm. Quando descobre uma foto antiga de uma bela mulher, Walter fica fascinado com o que os tios foram. Supostamente ladrões de bancos, assassinos da máfia ou criminosos de guerra nazistas, o passado deles é um mistério para Walter descobrir.

O menino pergunta a Garth sobre a mulher da foto e fica sabendo que seu nome é Jasmine, uma princesa que Hub conheceu e por quem se apaixonou quando os dois irmãos serviam na Legião Estrangeira no Norte da África. “No filme estão as lembranças dos tios quando bem jovens, contadas a Walter e vistas através da imaginação do menino”, explica o produtor Corey Sienega. E completa: “Essas seqüências de aventura são ao estilo de antigos seriados, filmes como ‘O Ladrão de Bagdá’, com o tom de ‘Indiana Jones’. São histórias de grandes aventureiros. Walter não é de aventuras, mas as histórias dos tios despertam isso nele”.

Michael Caine descreve Garth McCann como “alguém que está sempre falando”. Ele prossegue: “Está sempre contando a Walter a história de Hub, e o menino não sabe se ele está mentindo. Mas o garoto tem imaginação. Ele compreende e aprende”.

Haley Joel Osment diz acerca de seu personagem: “Walter é uma dessas pessoas que observam. Em toda sua vida, nunca acreditou em nada. A experiência de passar o verão com os tios muda sua vida e ele se torna um homem, alguém com convicção”.

A história de amor entre Hub e Jasmine significa muitíssimo para Walter; ele fica encantado pelas histórias exóticas e as lembranças mexem com seu espírito. Tim McCanlies comenta: “São lendas ao estilo de As Mil e Uma Noites, e é assim que Walter as vê e imagina. São como um garoto imaginaria, com influência de gibis e filmes dos anos 40 e 50. Mas essas seqüências também representam algumas das lições que os tios estão tentando ensinar a Walter – o que um homem faz e como um homem ajuda a si mesmo”.

Kyra Sedgwick descreve sua personagem, a mãe de Walter, como “ambígua”. “Acho que ela tem boas intenções, mas continua a cometer erros. Era difícil não ter marido em 1962, sendo bonita e jovem. Ela é triste e patética, porém engraçada”, diz a atriz.

A mãe de Walter lhe contou várias mentiras e ele chega à casa dos tios sem saber em quê acreditar. Hub diz a ele que, só porque alguma coisa não é verdadeira, não há razão para não acreditar nela. Robert Duvall esclarece: “Na lógica de Hub, as coisas que as pessoas consideram verdade não são as melhores coisas da vida. Dinheiro e poder não significam nada, e coragem, honra e virtude significam tudo. Não para imitar as ações dos outros, mas para ficar num padrão mais alto. E as coisas que podem ou não ser verdade são as coisas em que você mais precisa acreditar”.

Duvall continua: “Mesmo depois de amedrontar os jovens arruaceiros que escarnecem dele, Hub os leva para casa e lhes dá comida; fazem as pazes e ele lhes faz discursos sobre como tornar-se um homem. Então os manda seguir seu caminho”.

Michael Caine diz que, depois de 40 anos no mesmo lugar, Hub e Garth se convenceram de que são inúteis. Porém, ao darem a Walter alguma coisa em que acreditar, eles também passam a ter uma certa esperança. “O filme fala de dois velhos que voltaram ao Texas para morrer”, resume Caine. E acrescenta: “E mesmo assim fazem coisas incríveis pelo garoto. Eles o fazem mudar e ele os muda, convencendo-os que eles ainda são úteis. E isso é que é sensacional na história”.

Desde que o roteirista e diretor Tim McCanlies viu Haley Joel Osment em “O Sexto Sentido”, quis que o menino interpretasse Walter. A produtora executiva Karen Loop, da equipe de David Kirschner, levou o projeto ao agente de Osment, que o repassou ao pai do ator, Eugene Osment. Pai e filho leram o roteiro e decidiram assinar o contrato. Isto imediatamente abriu portas para o projeto.

McCanlies diz que o jovem Osment é um ator que “realmente tem todas as nuances necessárias a um ator”. “Gosto de brincar que ele é a única pessoa que conhece o roteiro melhor que eu. Numa cena, ele sabe as falas do outro ator e todas as marcas. É muito impressionante”, destaca.

O diretor se lembra de ter visto na televisão a chegada à festa do Oscar, quando Michael Caine e Haley Joel Osment se encontraram e conversaram sobre o famoso tapete vermelho. Foi no ano em que ambos foram indicados ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Caine por “Regras da Vida” e Osment por “O Sexto Sentido”). “Eu tinha terminado o roteiro de ‘Lições para Toda Vida’, e lá estava Michael, tão grande, e o jovem Haley, tão pequeno, e tive essa estranha premonição, ‘Meu Deus, esse é o meu elenco’”, lembra McCanlies.

O produtor David Kirschner lembra-se de ver a festa do Oscar nesse ano. “Quando Michael aceitou seu prêmio, do palco destacou Haley como talento surpreendente; assim, fomos felizes em ter os dois juntos no filme”.

Michael Caine viu o roteiro numa publicação que listava “Os Dez Melhores Roteiros Já Feitos Para o Cinema”. “’Lições para Toda Vida’ era o número um. É um roteiro maravilhoso. Quando falei com Tim a primeira vez sobre o filme, sua maior preocupação era Haley crescer antes de ele conseguir o financiamento”, recorda o ator.

Um tempo depois, já com Caine e Osment no projeto, os realizadores mandaram o roteiro para Robert Duvall. McCanlies conta que Duvall era um dos seus atores favoritos quando era jovem no Texas. “Ele é uma espécie de ator padroeiro do estado do Texas – com “A Força do Carinho”, “O Poderoso Chefão”, “Apocalypse Now” e “O Sol É para Todos. Sempre esteve no topo da minha lista. Ele me telefonou na segunda seguinte e disse, ‘Estou nessa’. Logo tínhamos uma data para começar”, conta.

Scott Ross, fundador e CEO da Digital Domain, David Kirschner e Corey Sienega por vários anos falaram em trabalhar em um projeto. “Especialmente porque Kirschner tinha preferência por filmes voltados para a família, e esse gênero freqüentemente tem elementos de fantasia”, comenta Ross. E acrescenta: “E imagine que, depois de examinar vários projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, o primeiro que fizemos é um filme com poucos efeitos visuais”.

“Num filme intimista como ‘Lições para Toda Vida’, que não pede muitos efeitos visuais, precisávamos de alguém que trouxesse a alta qualidade de companhias de grande efeitos visuais”, diz o produtor Corey Sienega. Ross juntou-se à equipe como produtor e Kevin Cooper, encarregado do desenvolvimento de filmes para a Digital Domain, ficou como produtor executivo. “Mais do que participar apenas como empresa de efeitos visuais, Scott e Kevin realmente investiram no projeto e se apaixonaram por ele como nós”, enfatiza Sienega.

Ross comenta: “Como produtores, sentimos que o público ansiava por ver um filme com a capacidade de tocar a alma das pessoas”..

Fonte: Play Arte