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A RAINHA DOS CONDENADOS
AALIYAH & STUART TOWNSEND

(Queen of the Damned)

Por: Damielle J. Costa - Brasília / DF - Fã de Carteirinha

(Narrando – Lestat) Chega uma hora, para todo vampiro, em que a idéia da eternidade se torna temporariamente insuportável. Viver nas sombras e se alimentar no escuro sem uma companhia se tornam uma existência solitária e vazia. A imortalidade parece uma boa idéia até que você percebe que vai passa-la sozinho. Então eu dormir, esperando que o som da passagem do tempo cessasse e uma espécie de morte viesse. Mas notei que o mundo não parecia mais o lugar que eu deixara estava diferente. Melhor. Parecia valer a pena voltar, agora que novos deuses eram adorados. Noite e dia, nunca estavam sós. Eu me tornaria um deles. Não sei se foi a refeição ou os 100 anos de repouso. Mas, de repente, me senti como nunca. Meus sentidos aguçados me levaram direto aos instrumentos da minha ressurreição tocando em minha velha casa.
(Baterista) - Meu Deus.
(Tecladista) – Sua voz...
(Baterista) – Quem é você?
(Narrando – Lestat) A pergunta provocou um desejo irresistível.
(Lestat) – Sou o vampiro Lestat.
(Narrando – Lestat) As palavras escaparam. Com uma frase, traí toda a minha espécie. Nosso código de silêncio.
(Tecladista) – Vampiro? Engraçado.
(Lestat) - É. Hilariante. Vocês são tão belos.
(Tecladista) – Suas mãos estão...
(Lestat) – Geladas como a morte?
(Baterista) – Você vai nos matar?
(Lestat) – Não. Tudo que vocês sonharam, eu tornarei realidade. Hoje é seu dia de sorte.
(Narrando – Lestat) Fui ousado, eu admito. Mas eles se tornaram meus amigos, meus filhos, minha banda. Dei ao mundo um novo Deus. Eu.
(Roger) – Podem me dar sua atenção? Podem fazer perguntas. Uma de cada vez. Você.
(Jornalista 1) – Por que Londres?
(Baterista) – Vamos para onde nos mandam, como vocês.
(Jornalista 2) – Como descreveriam sua música?
(Tecladista) – Sexo, sangue e rock- and – roll.
(Roger) – Certo, com licença. Está na hora. Quero apresentar – lhes o vampiro Lestat.
(Lestat) – Boa noite. Desculpem o atraso. Estava perseguindo meu café da manhã.
(Roger) – Certo, sejam breves. Um de cada vez. Você.
(Jornalista 3) – Posso está errada, mas vampiros costumam manter sua identidade em sigilo.
(Lestat) – É. Mas por que fazer isso hoje em dia? Eu me escondi nas sombras por séculos. Chegou a hora de me mostrar ao mundo.
(Jornalista 3) – Pode provar isso? Nos dar uma demonstração de seus poderes.
(Lestat) – Se quiser, posso lhe dar uma demonstração particular essa noite.
(Jornalista 4) - Falta poucos dias para seu 1º e único show no Vale da Morte. Por que só um?
(Lestat) – Não gosto de me repetir.
(Jornalista 5) – Há rumores na internet sobre um significado oculto em suas letras. Dizem que está entregando segredos dos vampiros. Isso é verdade?
(Lestat) – Posso estar tentando ressuscitar alguns velhos amigos.
(Jornalista 5) – Eles não estão zangados porque está revelando seus segredos?
(Lestat) – Eu imagino que sim.
(Jornalista 4) – Você tem algo mais a dizer aos outros vampiros?
(Lestat) – Para falar a verdade, tenho. Saiam, saiam, de onde quer que estejam. Vejo todos vocês no Vale da Morte.
(Loira 1) – Soube que Lestat mantém as garotas no porão. E que é muito legal. Tem comida, tevê a cabo e maconha.
(Loira 2) – Cai fora.
(Loira 1) – Foi o que eu ouvi, mas você tem que deixar ele chupar seu pescoço.
(Loira 2) – Não parece tão ruim. Já fiz coisas piores.
(Loira 1 ) – Imagino.
(Roger) – Por aqui, garotas.
(Loira 2) – É aqui que o Lestat mora?
(Roger) – Essa semana. Estamos sempre mudando.
(Loira 2) – Por quê?
(Roger) – O que posso dizer? O cara é... Chefe. Não tinha te visto.
(Lestat) - Não me veria, não é?
(Roger) – Essas são as garotas que pediu.
(Lestat) – Certo.
(Roger) – Que que eu leve as garotas para casa mais tarde?
(Lestat) – Não, obrigado, Roger. Eu cuidarei delas.
(Loira 2) – Quer dar um pega?
(Loira 1) - Quer transar?
(Loira 2) – Está com fome? Quer comer outra coisa? Vem cá. Não quer se divertir?
(Lestat) – Não faça isso.
(Loira 1) – Sente cócegas?
(Lestat) – Sinto muitas cócegas.
(Lestat) – Apareça, apareça, quem quer que seja.
(Uma voz) – Jesse.
(Narrando - Jesse) Uma voz me chamando em meus sonhos. Tenho esse sonho desde que tinha 6 anos. Eu tenho uma família. Não é um sonho estranho. Todos os órfãos têm esse sonho.
(Maharet) – Lamento, mas precisa ir.
(Jesse pequena) – Por que não posso ficar com você? Por favor, tia Maharet.
(Maharet) – Não quero que vá, mas é preciso.
(Jesse pequena) – Tia, está sangrando.
(Maharet) – Deve ficar com sua espécie.
(Narrando – Jesse) Eu sabia que havia algo errado.
(Maharet) – Não queria essa vida para você.
(Narrando – Jesse) – Sabia que era um deles, e fui rejeitada. Eu era ruim? Havia feito algo errado?
(Maharet) – Olharei sempre por você.
(Jesse pequena) – Quero ficar com você para sempre.
(Maharet) – É impossível.
(Serena MTV) – Serena Altschul, do “noticias MTV”. Lestat, o ex – vampiro e roqueiro, lançou um novo CD, “Abandonado”. Sua banda é de Nova Orleans mas ele alega ser um nobre francês do século 18 que dormiu por mais de 100 anos. Essas são cenas do novo vídeo de seu 1º álbum, “Redentor”.
CENTRO TALAMASCA PARA ESTUDOS DA PARANORMALIDADE.
(Jesse) – Como todos, achei que Lestat fosse uma piada. Uma jogada de marketing. Mas suas letras chamaram a minha atenção. “Ande até o altar no fim da milha. Entregue – me sua vida nos Braços do Almirante”. Isso me soou familiar. Procurei velhos documentos de Londres. Descobri que, no fim do século 17, havia um pub em Mile End chamado Braços do Almirante. Diziam que era um antro de magia negra e pessoas desapareceram lá. O Braços do Almirante. Ficava aqui na velha Londres. Nessa parte de Londres, só há armazéns fábricas de carne enlatadas e um clube privado no mesmo lugar. Acho que é uma irmandade de vampiros. E Lestat está nos indicando o lugar.
(Mulher) – Quem tirou essa foto?
(Jesse) – Eu.
(Mulher) – Você ainda é uma aprendiz. Não trabalha em capo.
(Velho) – Jesse, temos um código.
(Jesse) – Eu sei. “Observe as trevas mas não entre nelas”.
(Velho) – Funciona há 12 séculos. Nos registramos e observamos, nunca interferimos.
(Jesse) – Tinha de ver por mim mesma.
(Homem) – O David sabe disso?
(David) – Jesse?
(Jesse) – Olá, David. Estava explicando...
(David) – Venha ao meu escritório.
(Jesse) – É uma irmandade de vampiros no meio de Londres.
(David) – Mais uma razão para ter me consultado. Escute, jesse sabemos tudo sobre Lestat. O que ele está fazendo é inédito.
(Jesse) – Por que está fazendo isso? Não está curioso? Não acha que devemos descobrir?
(David) – Deixe-me mostrar –lhe algo. O que está vendo?
(Jesse) – Meados do século 16. Florença.
(David) – Esse?
(Jesse) – Esse homem está em ambos.
(David) – Está. Todas as amostras de tinta eram autênticas. Cada um foi pintado na época de seu estilo. Seu nome é Marius. Venho tentando localiza – lo há anos. É a minha obsessão. O mais perto que chegamos do primeiro vampiro. Marius já existia em 400 a.C.
(Jesse) – Então é mais velho que Lestat.
(David) – Ele criou Lestat.
(Jesse) – Como sabe?
(David) – Tenho o diário de Lestat.
(Jesse) – Quero vê-lo.
(David) – Prometa – me que nunca voltará àquele lugar.
(Jesse) – “Eu sou o vampiro Lestat”
(Narrando – Lestat) Foi no inverno de 1788. O homem que me criou levou – me a uma ilha do mediterrâneo. Se é que posso chama – lo de homem.
(Marius) – Lestat, seja bem – vindo.
(Lestat) – Quem é você? Eu o conheço?
(Marius) – É impossível me conhecer, mas pode me chamar de Marius.
(Lestat) – Sou o senhor de muitas terras. Mandarão um exército me procurar.
(Marius) – Duvido que o encontre, lord de Lioncourt. Está bem longe de casa. Está fraco quase morto. Mal posso ouvir seu coração. O futuro se aproxima depressa. Uma era além de minha mente antiquada. Você me ajudará a entender esses tempos. Por isso o escolhi.
(Lestat) – Escolheu – me para quê?
(Marius) – Beba e viva. Já demonstrou bastante coragem para uma noite, meu filho. Beba e aprenda. Bom, não é mesmo? Basta. Basta, Lestat. Basta! Não tenha medo. Apenas o seu corpo está morrendo.
(Lestat) – Mais.
(Narrando – Lestat) Minha sede pelas coisas impressionou meu criador. Ele começou a ensinar – me o desconhecido. Ensinou – me tudo sobre o mundo, sua história oculta e sobre mim mesmo.
(Marius) – Já chega, meu filho. Quando se alimentar, evite o momento da morte. Nunca tome a última gota, ou ela o envolverá, e você morrerá. Aprecie sua presa. O sangue que ingerimos contém vida a vida, a sabedoria e a complexidade delas.
(Narrando – Lestat) Meus sentidos se aguçaram, como os de um bebê recém – nascido. Adorei o prazer que meus novos poderes me proporcionavam.
(Marius) – Já ficamos tempo o bastante.
(Lestat) – Mas não falamos com ninguém.
(Marius) – A vida de um vampiro é muito discreta.
(Lestat) – Discreta? Por que temos que nos esconder? Somos os poderosos, os imortais. Não deveríamos andar às claras e sem medo?
(Marius) – Isso é impossível. Somos vulneráveis durante o dia. Os mortais nunca devem saber sobre nós, pelo bem da nossa espécie.
(Lestat) – Então nunca poderei conhece – la?
(Marius) – A não ser que queira mata – la.
(Lestat) – Então ninguém pode me conhecer?
(Marius) – Você deve estar morto para o mundo. Vamos, é hora de partir.
(Homem) – Sophia, fuja! Fuja! Vá! vá...
(Marius) – Lestat, detenha- a! Precisa detê – la! Temos de permanecer nas sombras. Você ainda possui algumas emoções mortais. Elas só lhe trarão problemas, meu amigo.
(Lestat) – Perdoe – me.
(Narrando – Lestat) O rosto das vítimas me assombrava, lembrava meu destino. Toquei por noites e dias furioso porque nunca desfrutaria prazeres simples do mundo. Eu merecia mais.
(Lestat) – Marius? Quer que eu toque para você?
(Marius) – O que você fez, Lestat?
(Lestat) – Mais!
(Marius) – É melhor não, meu pequeno lorde.
(Lestat) – Solte – me.
(Marius) – Não. Você tinha o sangue mais puro, vira as coisas mais antigas. Foi demais para alguém tão jovem.
(Lestat) – O sangue dela é um fogo líquido. Quem é ela?
(Marius) – Ela é sua mãe. Ela é minha mãe. Akasha, a rainha de todos os amaldiçoados. E ele é o seu rei. Akasha e Enkil quase sugaram todo o seu povo quando governaram o Egito. Eles beberam até que Enkil saciou sua sede. Sem seu par, a sede dela também cessou. Tornaram-se estátuas vivas. Ela só respeita o gosto de sangue, tanto de humanos como de imortais.
(Lestat) – Não. Solte- me!
(Marius) – Ela o tornou muito poderoso.
(Lestat) – Não pode me deter!
(Marius) – Posso ouvir o sangue dela em sua voz. Em todos esses anos sob meus cuidados, eles nunca se moveram.
(Lestat) – Até essa noite. E ela me escolheu.
(Marius) – Eu o escolhi.
(Lestat) – Aonde vai? Marius! Desde então, chamei Marius várias vezes, mas nunca houve resposta. Só uma procissão infinita de dias, meses e anos. Meu mestre me abandonou na lição mais sombria. A de que estamos sós. E não há nada além do deserto frio e escuro da eternidade.
(Narrando – Jesse) – David achou que o diário satisfaria minha curiosidade. Mas ele só me fez querer saber mais. Eu tinha de voltar ao Braços do Almirante. Não tinha escolha.
(Homem) – Não quer mesmo beber nada?
(Vampira) – Daqui a pouco.
(Vampiro) – Oi.
(Jesse) – Oi.
(Vampiro) – Você vem sempre aqui?
(Jesse) – O tempo todo.
(Vampiro) Não vejo nenhuma marca.
(Jesse) – Você não viu o resto do meu corpo.
(Vampira 2) – Isso é um convite?
(Jesse) – Desculpe, estou acompanhada.
(Vampiro 2) – E... onde está seu anfitrião?
(Jesse) – Por aqui em algum lugar.
(Vampira 2) – Como se chama esse anfitrião?
(Jesse) – Marius.
(Vampiro) – Desculpe, não o conheço.
(Jesse) – Claro que não. Ele é antigo.
(Vampiro 2) – Não há mais nenhum antigo.
(Vampira 2) – Todos viraram pó.
(Vampiro) – A não ser que esteja numa garrafa por aí...
(Jesse) – Você tem muita coragem. Queria que o conhecesse.
(Vampiro) – Por quê?
(Jesse) – Talvez aprendesse alguma coisa. Com licença.
(Vampiro) – Vai a algum lugar? Só vai doer um pouquinho. Para falar a verdade, pode até ser que você goste.
(Jesse) – Não faça isso.
(Lestat) – Você se saiu muito bem. Deveria ser mais cuidadosa.
(Jesse) – Obrigada.
(Lestat) – Por quê?
(Jesse) – Você me salvou.
(Lestat) – Que presunção. Então conhece Marius?
(Jesse) – Eu sei muita coisa.
(Lestat) – Não sabe como continuar viva.
(Jesse) – Acho que temos isso em comum. Apesar de eu estar na sua frente.
(Lestat) – Bem, posso dar um jeito nisso.
(Jesse) – Sua canção “Redentor” é sobre a garota do violino. Não é? É.
(Lestat) – É? O que mais acha que sabe?
(Jesse) – Eu...
(Lestat) – Está tremendo.
(Jesse) – É o frio.
(Lestat) – Ainda está com frio? Vamos fale – me mais sobre mim.
(Jesse) – você quer...
(Lestat) – O que eu quero?
(Jesse) – Você anseia.
(Lestat) – O que eu anseio? O que eu anseio?
(Jesse) – Andar entre os vivos. Deixar o deserto frio e escuro da eternidade.
(Lestat) – Bem você é uma bibliotecária muito esperta, moça do Talamasca. Eu sabia que havia deixado meu diário em algum lugar. Foi uma boa leitura?
(Jesse) – Fiquei tocada.
(Lestat) – É mesmo? Não se preocupe, Jesse, sua espécie nunca satisfaz minha sede.
(Jesse) – Sei algo que não está no diário.
(Lestat) – O quê?
(Jesse) – Você ainda tem o violino, não tem? Não, eu entendo. Afinal, errar é humano.
(Lestat) – Bibliotecária esperta.
(Jesse) – David, escute, vou a Los Angeles ver o show. Eu o encontrei, David. Falei com Lestat.
(David) – O quê? Jesse? Quero que me escute com muita atenção. Você está confusa. Ele revelou que os vampiros vivem entre nós. Eles estão furiosos. Tentarão mata –lo no show. Você está obcecada. Estou preocupado com você.
(Jesse) – Não se preocupe. Ficarei bem. Vou despachar a bagagem e... Desculpe. Preciso desligar.
(David) – Não, Jesse...
(Narrando – Lestat) A cidade dos anjos perdidos já se alimentava do sangue dos jovens. Minha presença simplesmente agitou as coisas. Faltavam 3 dias para o show. Podia sentir que algo estava para acontecer. Só não sabia o quê.
(Lestat) – Marius.
(Marius) – Lestat. É um prazer vê – lo, Lestat.
(Lestat) – Ver você também é. Vejo que ainda usa suas roupas antigas.
(Marius) – É difícil mudar velhos hábitos.
(Lestat) – Como conseguiu passar os anos 50 usando veludo vermelho?
(Marius) – Estava dormindo.
(Lestat) – Não perdeu muita coisa.
(Marius) – Elvis.
(Lestat) – É, Elvis.
(Marius) – Você é mais famoso que ele agora.
(Lestat) – Então depois de tanto tempo, qual o motivo dessa visita?
(Marius) – É difícil evita – lo hoje em dia, pelo menos nas conversas. O que está tentando provar, Lestat?
(Lestat) – Por favor. É um pouco tarde para bancar o pai, Marius. Passou 200 anos sem dar notícias.
(Marius) – Quase perdi tudo por sua causa. E agora fez isso de novo. Não é uma boa hora para acertar antigas desavenças.
(Lestat) – Vampiros não acertam antigas desavenças. Nós as cultivamos. Como me encontrou?
(Marius) – Eu o criei. Eu sempre sei onde você está. De qualquer modo só precisei procurar a casa mais pavorosa do quarteirão.
(Lestat) – Venha. Deixe – me mostrar – lhe como é viver na luz.
(Marius) – Interessante. Parecem velhos druidas loucos correndo e cantando pela floresta.
(Lestat) – Um retorno ao primitivo. Por aí, meus fãs me idolatram. Milhões tentando me abraçar, implorando que eu entre em sua vida.
(Marius) – É o que sempre desejou.
(Lestat) – De todo o meu coração negro.
(Marius) – Não pensou em mais ninguém?
(Lestat) – Eu não tenho ninguém. Você me ensinou isso.
(Marius) – Talvez deva se preparar para ter companhia.
(Lestat) – O que você quer dizer com isso?
(Marius) – Sua música acordou uma velha amiga. Pode ouvi – lá? Ou só consegue ouvir os aplausos?
(Lestat) – Akasha.
(Marius) – Ela despertou. Bebeu o sangue do rei. Absorveu seu poder.
(Lestat) – Ótimo. Deixe que ela venha.
(Marius) – Cancele o show.
(Lestat) – Nunca.
(Marius) – Você não é páreo para ela, Lestat. Não é um deus. Também já fomos mortais. Estamos protegendo nossa herança.
(Lestat) – Quanta consideração pelos mortais. Você devia ter me deixado continuar sendo um.
(Akasha) – O cheiro está desaparecendo. Esteve aqui há muito tempo.
(Vampiro) – Gosta dele, não?
(Akasha) – Ele me lembra alguém.
(Vampiro) – Ele logo a fará se lembrar de uma pilha de ossos. Vamos desmembra – lo, sugar todo o seu sangue.
(Akasha) – É mesmo? É isso que vai fazer?
(Narrando – Lestat) Deuses antigos em ruas novas. Os ingressos foram vendidos, e não só para os vivos parecia que todos os mortos – vivos também viriam. Eu sabia que haveria vampiros furiosos lá, com medo da luz que joguei sobre nossa espécie.
(Jornalista) – Você tem algo a dizer aos outros vampiros?
(Lestat) – Sim, para falar a verdade, eu tenho. Saiam, saiam, de onde quer que estejam.
(Narrando – Lestat) Eles querem a minha morte. Pois te tentem. Podem vir. Antes morto do que sozinho.
(Vendedor) – É da boa. Não está afim?
(Vendedor 2) – Ei, gata, quer ingressos pra amanhã? Vai ver o show?
(Jesse) – Não, obrigada.
(Vendedor) – Estou vendendo a US$ 200.
(Jesse) – US$ 200? Não.
(Vendedor) – US$ 150.
(Jesse) – Vai me dar um desconto?
(Vendedor) – Vou. Vai ser demais.
(Roger) – Escutem, só duas garotas, está bem? Quantos anos você tem mesmo? Olha só isso. Champanhe?
(Fã) – Claro. Meu Deus, não acredito que é você! Sou sua maior fã.
(Jesse) – Bú.
(Lestat) – Bú pra você também.
(Fã) – Lestat, eu vim de Tarzana.
(Lestat) – É mesmo? E você?
(Jesse) – De Londres.
(Lestat) – Uma bárbara de Londres. Entendo. Engraçado, eu juraria que era do Talamasca.
(Jesse) – Talvez em outra vida.
(Fã) – Sou da igreja Episcopal.
(Roger) – E eu sou budista. Lestat...
(Lestat) – Roger, pode levar essa garotinha de volta à igreja?
(Roger) – Só uma hoje? Claro. Vamos, querida.
(Fã) – o quê?
(Roger) – Vamos. Foi melhor assim. Acredite.
(Fã) – Ainda posso ir aos bastidores?
(Lestat) – Pó que está me seguindo? O que você quer? Então veio até aqui só para devolve – lo? Por pura bondade?
(Jesse) – Quero que me mostre como é.
(Lestat) – Como é o quê?
(Jesse) – Ser como você.
(Lestat) – Não tenho tempo para isso.
(Jesse) – Tempo é tudo que um vampiro tem.
(Lestat) – Não esse vampiro.
(Jesse) – Certo. A irmandade virá atrás de você. Como passará sua última noite? Sozinho, como sempre?
(Lestat) – Por que não?
(Jesse) – Por que não a passa comigo?
(Lestat) – Está bem. Isso pode ser doloroso para um mortal. Ainda está presa à sua pele.
(Jesse) – Não me importo.
(Lestat) – Você confia em mim?
(Jesse) – Sim.
(Lestat) – Então feche os olhos. Marius estava certo. Mas só percebi isso quando a conheci.
(Jesse) – Como assim?
(Lestat) – Eu a acho bela porque é humana. Sua fragilidade... Seus poucos anos... Seu coração... Mesmo quando acha que ele está se partindo. Essas coisas de repente, me parecem mais preciosas do que tudo que conheci.
(Jesse) – Não sou tão preciosa como imagina. Vá em frente. Por favor. Deixe – me ficar com você. Ensine – me tudo.
(Lestat) – quer saber tudo? Então venha. Eu lhe mostrarei.
(Jesse) – O que é? O que está fazendo...? Ela está bem?
(Mulher) – Vá embora! Me solte!
(Lestat) – Está vendo agora? Está pronta? Ainda quer isso? Não. É claro que não.
VALE DA MORTE, CALIFÓRNIA.
(Roger) – Eles estão agitados. Você está bem? Ei, garotas, vamos! Certo, por aqui. Deixem – no passar! Para trás, cara!
(Lestat) – Vamos, crianças.
(Roger) – Certo, pessoal. Vamos! Deixem – no passar.
(David) – Jesse! Jesse!
(Marius) – Olá, David. Preciso lhe mostrar meus quadros novos um dia desses.
(Maharet) – Encontre a Jesse.
(Lestat) – Querem mais? Essa é para aqueles que vieram por minha causa.
(Maharet) – Akasha.
(Lestat) – Akasha!
(Akasha) – Por que ficou tão surpreso, meu amor? Você me chamou, eu vim.
(Lestat) – Meu amor?
(Akasha) – Não tenha medo de mim, Lestat. Seu desejo se realizou.
(Lestat) – Meu desejo?
(Akasha) – Uma companheira para a eternidade. Você é ousado, como sua música. Vive às claras, como eu vivi há muito tempo quando tive um rei.
(Lestat) – Teve um rei?
(Akasha) – Ele se foi. Agora você é o meu consorte. Por isso o protegi e está vivo.
(Lestat) – Você?
(Akasha) – Achou que tinha feito tudo sozinho? Também tem o ego de um rei. Eu o conheço, Lestat. Sei que deseja ter o mundo a seus pés. E vim dar isso a você.
(Lestat) – Onde estamos?
(Akasha) – Em casa. Nós moramos em todos os lugares e onde escolhemos. O mundo é o nosso jardim.
DESERTO MOJAVE, CALIFÓRNIA.
(Narrando – Jesse) Todos esses anos, esperei que esse lugar fosse real. Pela primeira vez na minha vida, me sinto em casa. É estranho que essa jornada tenha me trazido aqui. A esse lugar que assombra meus sonhos.
(Jesse pequena) – Tia, está sangrando.
(Maharet) – Deve ficar com a sua espécie. Olharei sempre por você.
(Jesse pequena) – Quero ficar com você para sempre.
(Maharet) – Para sempre é muito tempo.
(Jesse) – Tia Maharet. Você não envelheceu, não mudou nada.
(Maharet) – Também já fui mortal. Tive uma filha antes que Akasha me levasse. Cuidei dela dos seus filhos e dos filhos de seus filhos. Essa é a nossa família. Meu modo de lidar com a eternidade. É você que me mantém ligada ao mundo dos vivos. Quando seus pais morreram, eu a trouxe para cá e cuidei de você. Não é uma boa hora. Mas você queria respostas, e agora as encontrou. Você é a sua família.
(Akasha) – Bebendo o meu sangue, você consegue viver na luz. Logo, o sol não machucará mais os seus olhos. Essa é só uma amostra da vida que levaremos, meu amor. Meu rei esse é seu reino.
(Lestat) – Um reino de cadáveres? Por quê?
(Akasha) – Por que não?
(Lestat) – Foi por isso que voltou?
(Akasha) – Eles não acreditavam em nada. E agora não são nada. Mas nós mudaremos tudo isso. Daremos ao mundo algo em que acreditar. Agora venha, meu amor. Temos contas a acertar.
(Maharet) – Desde minha primeira morte, tenho observado guiado e cuidado da minha família humana nem lembro quantas gerações.
(Marius) – Por isso temos que enfrentar Akasha. Pelo bem de sua família.
(Maharet) – O nosso mundo pode acabar. O único modo de impedir isso é destruindo Akasha.
(Vampira) – Mas como?
(Maharet) – Quando ela dá sangue, fica vulnerável.
(Marius) – Quem toma as últimas gotas de seu sangue não sobrevive.
(Jesse) – E Lestat?
(Maharet) – Lestat se uniu a Akasha. Nós o perdemos. Esqueça – o.
(Akasha) – Meus filhos. Meu sangue se aquece quando vejo todos reunidos tramando contra mim.
(Maharet) – Akasha.
(Akasha) – Maharet. Dirija – se primeiro ao meu rei.
(Jesse) – Lestat, o que ela fez com você?
(Marius) – Lestat, afaste – se dela.
(Lestat) – Nunca.
(Maharet) – O mundo mudou desde seu reinado.
(Akasha) – Então o mudaremos de novo. Os humanos são animais criaturas violentas. Sua destruição faz sentido.
(Maharet) – Encontramos modos de coexistir.
(Akasha) – Em silêncio! Nas sombras e em desgraça! Por quê? Por respeito aos mortais? Eles não são nada para nós. São só nosso alimento.
(Marius) – Akasha, por favor...
(Akasha) – Acha que pode mudar minha vontade? Chega de discussão. Unam – se a mim, ou morrerão.
(Maharet) – Não.
(Vampira) – Não.
(Vampiro) – Não.
(Marius) – Não.
(Akasha) – Você me ama?
(Lestat) – Sim.
(Akasha) – Então prove. Mate – a.
(Lestat) – Ela não significa nada para mim.
(Akasha) – Mesmo assim quero que a mate.
(Maharet) – Não tocará nela!
(Akasha) – Ainda pensa em me desafiar?! Agora.
(Jesse) – Tudo bem, tia Maharet. É o que eu quero.
(Akasha) – Que gentil.
(Jesse) – Estou pronta.
(Akasha) – Estão vendo, meus filhos? Lembre – se da sua verdadeira família! Ou unam – se à dela.
(Lestat) – Vamos... Dê – me minha coroa.
(Akasha) – Falou como um verdadeiro rei. Venha. Estão vendo como ele obedece? Também obedecerão ou morrerão todos. Já chega, Lestat. Já chega, Lestat! Pare! Se me matarem matarão a vocês mesmos.
(Maharet) – Espere, Lestat. Você precisa parar.
(Vampiro) – Ela bebeu a última gota do sangue de Akasha. Tomou a morte de Akasha para ela.
(Marius) – Ela não está morta. Está dormindo.
BANDA CONTINUA SEM LESTAT. SHOW DE LESTAT DROGAS NA ÁGUA?
(David) – Olá? Meu Deus! Jesse?
(Jesse) – Olá, David. David, esse é Lestat.
(David) – Olá.
(Lestat) – Tenho algo para você. Acho que queria isso de volta.
(David) – Claro, obrigado. Muito obrigado. Posso perguntar...?
(Jesse) – Como é? Quer descobrir?
(David) – Eu? Não, estou velho demais para viver para sempre.
(Jesse) – Bem, se mudar de idéia... Então temos de dizer adeus.
(David) – Temos.
(Marius) – Olá, David.

FIM

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