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TUDO SOBRE O FILME

SOBRE A PRODUÇÃO

Este é o mais novo capítulo da saga dos X-Men, X-Men2. X-Men — O Filme, baseado na história em quadrinhos mais vendida de todos os tempos, foi um estrondoso sucesso, faturando mais de 300 milhões de dólares em todo o mundo, um fenômeno de vendas de fitas de vídeo e DVDs, e um pioneiro na onda atual de adaptação dos quadrinhos para o cinema.

UM SALTO "EVOLUCIONÁRIO"

Bryan Singer, diretor de X-Men ― O Filme, estava determinado a fazer de X-Men2 um filme ainda melhor que o primeiro da série, o que não surpreendeu o estúdio ou os produtores do filme, pois a abordagem respeitosa e ao mesmo tempo divertida que deu aos personagens dos quadrinhos fizeram com que conquistasse o respeito de multidões de fãs fiéis e milhões de pessoas que foram assistir o filme ainda que não conhecessem o universo dos X-Men. 

Singer deu a X-Men — O Filme um estilo que serviu de modelo e inspiração para o ressurgimento de filmes baseados em histórias em quadrinhos. “O Bryan passou a amar os personagens e o universo dos X-Men, por isso não houve dúvidas de que seria ele o diretor de X-Men2”, afirma a produtora Lauren Shuler Donner, que começou a desenvolver X-Men — O Filme há cerca de uma década. O também produtor Ralph Winter concorda:  “O Bryan sabe bem o que torna a série um ícone da cultura pop, e sua capacidade de tornar esses personagens reais – como se morassem na casa ao lado – embora eles possuam poderes incríveis e até perigosos é extraordinária”.

Para X-Men2, Bryan Singer pôde contar com um grande estúdio, uma grande produção, um orçamento maior e um cronograma de filmagens mais amplo do que no primeiro filme. X-Men2 também intensifica a ação e os efeitos, e tem mais locações.

Para este filme, Singer pretendia bem mais que uma tradicional continuação. Utilizando os recursos formidáveis colocados ao seu dispor e sem a pressão de ter de apresentar os personagens e seus poderes, ele queria ir mais fundo na mitologia dos X-Men, suas habilidades e relacionamentos. “X-Men2 não é uma seqüência”, avisa ele. E completa: “É a próxima aventura da saga, uma evolução do primeiro filme. Não apenas mantivemos os personagens do primeiro filme e suas trajetórias, como também apresentamos uma nova geração de X-Men, além de novos vilões”. 

E o diretor prossegue: “Como toda boa história em quadrinhos, o mundo dos X-Men foi feito para se expandir. As histórias podem não ter fim. Esta continuação da saga me proporcionou a oportunidade de expandir as tramas e os personagens e a torná-lo muito mais divertido. X-Men2 é mais sombrio, divertido e romântico que o filme anterior”.

X-Men2 continua a lidar com os temas da tolerância e do medo do desconhecido, que fazem parte do universo dos X-Men desde que Stan Lee criou os quadrinhos 40 anos atrás. “Ainda trata de desajustados, preconceito, de se sentir excluído e incompreendido”, comenta Lauren Shuler Donner. E Bryan Singer acrescenta: “Os filmes dos X-Men levantam questões comuns a todos nós: estou sozinho neste mundo? Por que sou tão diferente e como faço para me encaixar? Essas perguntas são universais e atemporais, particularmente entre os adolescentes. Todos nós já nos sentimos como mutantes”.

Um novo tema presente em X-Men2 é a união, já que duas gerações de X-Men se unem a um improvável aliado para combater uma nova ameaça humana. No início da história, os mutantes continuam a lutar contra uma sociedade que os teme e desconfia deles. A causa dos mutantes se torna ainda mais desesperada após uma tentativa, por parte de um assaltante – ainda não identificado e com poderes extraordinários – de assassinar o presidente dos EUA. Todos os sinais apontam para o trabalho de um mutante.

O atentado reativa o movimento político e público por uma Lei de Registro de Mutantes. O líder do movimento anti-mutantes é William Stryker, um ex-comandante do exército e cientista no qual acredita que tenha feito experiências com mutantes.

O “trabalho” de William Stryker com mutantes está de alguma forma relacionado ao passado misterioso e esquecido de Wolverine. Enquanto Wolverine procura pistas sobre sua origem, Stryker põe em prática seu programa anti-mutantes, começando com uma ofensiva militar em larga escala na mansão de Xavier, Escola para Superdotados. Magneto, que escapa da prisão de plástico, propõe uma parceria com os X-Men para combater o inimigo que têm em comum: Stryker.

Com os destinos de Xavier, da humanidade – e dos mutantes – nas mãos, os X-Men e seus aliados unem-se a fim de enfrentar a missão mais perigosa que já tiveram. 

Novamente estão presentes Patrick Stewart (o professor Xavier, o telepata mais poderoso do mundo), Hugh Jackman (Wolverine, uma máquina de lutar solitária com incríveis poderes de cura, garras de adamantium retráteis e uma fúria animal), Ian McKellen (Magneto, mutante poderoso capaz de controlar e manipular o metal), Halle Berry (Tempestade, que consegue controlar o clima), Famke Janssen (a telepata Jean Grey),  James Marsden (Ciclope, cujos olhos liberam um feixe de energia capaz de abrir buracos em montanhas), Anna Paquin (Vampira, que tem a habilidade de absorver os poderes e a memória daqueles que toca), Rebecca Romijn-Stamos (Mística, que consegue adquirir a forma de qualquer pessoa) e Bruce Davison (o Senador Kelly, ex-líder do movimento contra os mutantes). 

O ator Shawn Ashmore, que atuou no primeiro filme no papel de Bobby Drake, também conhecido como Homem de Gelo, colega da Vampira que consegue abaixar a temperatura do corpo e irradiar um frio intenso, volta no papel de um X-Men Júnior.

Também integram o elenco de X-Men2 personagens dos quadrinhos que não foram incluídos no filme anterior. Alan Cumming (de Aniversário de Casamento) se junta ao elenco como o Noturno, mutante que consegue se teletransportar, Brian Cox (de A Identidade Bourne) interpreta o vilão William Stryker, que possui a chave do passado de  Wolverine e do futuro dos X-Men, e Kelly Hu (de O Escorpião Rei), como a assistente de Stryker, Lady Lethal, que esconde surpresas para o time de heróis. Aaron Stanford (de Tadpole) atua como Pyro, um promissor novo aluno da Escola do professor Xavier para Superdotados, que tem o poder de manipular o fogo.

A GUERRA COMEÇOU

É isso que diz Magneto ao professor Xavier, que voltará a ser seu aliado. Quando as notícias sobre a tentativa de assassinato do presidente dos EUA, dada por um mutante chegam até os dois, daí então eles se dão conta de que se trata de um momento decisivo para o futuro da humanidade.

“A guerra é resultado de ações que detonam um conflito irreversível. X- Men2 tem início com cenas de ação que desencadeiam uma série de acontecimentos que podem conduzir à destruição de parte da humanidade”.

X-Men2 leva adiante o conflito central de X-Men — O Filme – a crença de Xavier na possibilidade de convívio pacífico entre humanos e mutantes, em oposição à doutrina de Magneto, da supremacia mutante. No novo filme, a ameaça não vem de um mutante poderoso, mas sim de um humano. “Uma das coisas que eu queria introduzir nesta história era um humano como o vilão”, explica o diretor. E continua: “Essa ameaça é um perigo para todos os mutantes e, subseqüentemente, para a humanidade. O conflito tem a função de lembrar dos temas predominantes nos quadrinhos; neste filme, o medo que um homem tem do desconhecido pode levar a um nível de intolerância de proporções catastróficas”.

O plano maligno de Stryker é revelado quando suas forças atacam a escola de Xavier. Essa cena se segue à cena final de X-Men — O Filme, em que Xavier e Magneto são vistos jogando xadrez na prisão de plástico criada para o último. Este faz uma pergunta perturbadora: “O que vai acontecer se for aprovada aquela lei idiota [a Lei de Registro de Mutantes] e eles vierem à sua casa pegar os seus garotos?” Ao que Xavier responde com determinação inabalável: “Tenho pena de quem vier à casa procurando encrenca”. 

“Bem, Stryker e seus soldados vão até a mansão, e vai haver mesmo encrenca. Porém, isso é apenas a ponta do iceberg dos planos que ele tem para os X-Men”, revela Lauren Shuler Donner.

Bryan Singer declara: “O que gosto em Stryker, é que ele é o exemplo perfeito de um vilão que não se envolve com violência ou terrorismo movido pela necessidade de expansionismo, pela religião ou pela ganância. O ódio e o preconceito que sente, derivam de uma perda profunda relacionada à sua família. Em algum momento no passado algo de ruim aconteceu, e agora  com o desespero torna-se fácil para ele se engajar numa guerra contra aqueles em que acredita terem sido os responsáveis pela destruição de sua família”.

“Stryker é um personagem delicioso”, declara o ator Brian Cox, cuja atuação em Dragão Vermelho chamou a atenção do diretor Bryan Singer. E acrescenta: “Ele é um homem com um segredo que se comporta de forma nada agradável. É cientista, soldado e além disso é rico, de modo que o papel me dá diversas oportunidades de interpretar em vários níveis, o que é atraente para qualquer ator. Stryker representa o tipo de pessoa racista e intolerante que os mutantes mais temem. Ele não quer dominar o mundo, apenas quer livrar o mundo dos mutantes. Primeiro, quer controlá-los, depois destruí-los”. 

Ironicamente, a ajudante de Stryker, Yuriko Oyama, ou Lady Lethal, não é cem por cento homo sapien. Assim como outro mutante famoso, Wolverine, ela tem garras de adamantium e poderes de cura. “Lady Lethal e Wolverine têm a mesma origem. Ela também teve seu corpo e sua mente usados numa experiência e é uma oponente de peso para Wolverine, fisicamente e ideologicamente falando”, conta Bryan Singer.

Outro personagem novo, mas com uma natureza mais doce, é o Noturno. Criado num circo itinerante, o alemão Kurt Wagner parece um demônio de pele azul, com orelhas pontudas, olhos amarelos, cascos no lugar de pés e uma cauda preênsil. No entanto, é muito religioso, além de meigo e gentil. Ele se torna um importante aliado dos X-Men, usando o poder de se teletransportar para o bem.

Byan Singer levou em conta outros personagens do vasto universo da série X-Men, antes de se decidir pelo Noturno. “Escolhi o Noturno para estar em X-Men2 devido às dicotomias fascinantes do personagem. Sua aparência demoníaca e fervor religioso, geram preconceito e o condenam ao ostracismo. Quem não se identifica com isso? Além disso, seus poderes são alguns dos mais fascinantes e possuem efeitos sonoros muito legais”, diz o diretor.

Alan Cumming, que teve de passar por horas de maquiagem diariamente para retratar o Noturno, gostou do fato de o personagem reservar algumas surpresas para o público. “Tive a sorte de ter feito um treinamento de circo para aperfeiçoar os movimentos acrobáticos do Noturno. Foi difícil encontrar os movimentos ideais para o personagem, mas também foi divertido ter ajuda para criar movimentos tão radicais para um papel”.

A PRÓXIMA GERAÇÃO

A nova geração dos “X-Men Júnior” se une aos X-Men na resistência contra a terrível ameaça imposta por Stryker e Lady Lethal. “Temos três gerações no filme e todas estão preparadas para lutar pela sobrevivência”, diz Singer.

Numa reverência às legiões de fãs dos X-Men, os realizadores, incluindo os roteiristas Dan Harris e Michael Dougherty, criaram participações especiais de alguns dos personagens favoritos dos quadrinhos, que incluem o Colossus (que pode transformar sua carne em aço orgânico), Siryn (que quando grita emite sons capazes de perfurar o tímpano), Kitty Pryde (que atravessa telhados e paredes – e que foi vista rapidamente em X-Men — O Filme), Jubileu (que controla fogos de artifício), Jones (que ao piscar os olhos pode funcionar como controle remoto de TV) e Artie (que tem a língua bifurcada).

Três dos X-Men Júnior se tornam membros da equipe. A Vampira, novamente interpretada pela ganhadora do Oscar Anna Paquin, é a alma da nova geração, e vai viver um romance com Bobby Drake. A dinâmica entre a Vampira e Bobby apresenta alguns desafios peculiares. “A Vampira tem ‘aquele problema’, se toca em alguém suga sua energia e pode feri-lo gravemente. Então, como faz para se expressar romanticamente falando?”, pondera Anna Paquin. E completa: “Adorei explorar essa questão”.

Enquanto O Homem de Gelo e a Vampira estão integrados na equipe, o novato Pyro tem uma atitude mais conturbada e até desafiadora. Sua habilidade de manipular o fogo é tão poderosa que ameaça sobrepor seu discernimento e a sua crença na filosofia dos X-Men. “Acho que Pyro é muito parecido com o Wolverine”, diz Aaron Stanford. E explica: “Ambos são essencialmente rebeldes e não estão interessados em se integrar à sociedade, seja ela o mundo real ou a escola de Xavier. Pyro tem muita animosidade em relação à humanidade e se debate num conflito interno potencialmente perigoso”.

OS X-MEN (RE)UNIDOS

Bryan Singer, os produtores Lauren Shuler Donner e Ralph Winter e o estúdio ficaram felizes pelo fato de todos os atores principais de X-Men — O Filme terem retornado para filmar X-Men2. Hugh Jackman, o Wolverine, continua a desempenhar um dos papéis de maior peso na mitologia dos X-Men. Para Jackman, as filmagens desta vez foram ainda mais divertidas. “Nossa, me diverti muito”, afirma o ator. E acrescenta: “Wolverine está cada vez mais perto de descobrir seu passado, as pistas estão começando a fazer sentido, e as emoções que tenta reprimir vêm á tona com mais força”.

As coisas também vão esquentar entre Wolverine e Jean Grey. “A ligação deles vai além da simples atração. O relacionamento vai amadurecer, depois da atração sexual entre eles mostrada em X-Men — O Filme”, observa Famke Janssen, novamente no papel da bela telepata. Ao mesmo tempo, Jean terá alguns “problemas” com seus poderes. “O que aconteceu na Liberty Island no primeiro filme a fez mudar e isso é aprofundado em X-Men2”, revela a atriz.

Jean se vê dividida entre Wolverine e seu noivo de longa data Scott Summers, o Ciclope, num triângulo amoroso que será explorado em X-Men2. De fato, este filme é mais romântico que o anterior. Segundo o diretor: “Em X-Men — O Filme era como se os personagens trocassem telefones; agora eles vão sair de verdade”, diz, rindo.

Até mesmo a Mística, que continua a ser interpretada por Rebecca Romijn-Stamos, mostrará seu lado sedutor. “Ela está mais sensual neste filme e usará sua habilidade de se transformar em outras pessoas para satisfazer suas necessidades”, entrega a atriz.

“A Mística também mostrará mais humor e revolta. Quando foi perguntado a ela o motivo de continuar com sua aparência estranha, em vez de aparecer como de outra pessoa, ela reage, ‘Porque eu não deveria fazer isso’”, conta Rebecca. A atriz foi beneficiada pelos avanços nos efeitos com maquiagem, que reduziram o tempo que ficava sentada na cadeira sendo maquiada de oito para cinco horas.

Tempestade, personagem de Halle Berry, igualmente, passará por mudanças (e, como a Jean Grey de Famke Janssen, terá um novo penteado). De acordo com a atriz premiada com o Oscar, Tempestade terá mais a fazer neste filme. “Ela está mais agressiva e mostrará um ponto de vista mais pessoal”, conta.

Patrick Stewart, que retorna no papel do professor Xavier, acredita que o público vai gostar ainda mais deste segundo filme. “A forma como foi dada uma nova dimensão e novas perspectivas ao filme vai deixar o público pedindo mais”.

Ian McKellen, o Magneto, declara que a qualidade do roteiro e o detalhamento dos personagens são características fundamentais em séries. “Personagens como o Magneto e o Gandalf [de O Senhor dos Anéis] têm poderes especiais que as histórias exigem. Contudo, para o ator essas habilidades não são normalmente o aspecto mais interessante de um personagem. É a vida interior do personagem, sua força interior e as complicações em seus relacionamentos que acrescentam ao desafio dos filmes”. E continua: “Acredito no Magneto, acredito que ele é um homem com um passado, um dilema verdadeiro e um propósito para estar vivo. É por isso que gosto tanto dele”.

A PRODUÇÃO

Uma das decisões menos desafiadoras, mas não menos importantes, enfrentadas pela produção foi a escolha do local onde ocorreriam as filmagens do segundo filme. Em 1999, X-Men — O Filme necessitou de cinco meses em locação em Toronto. Desta vez, no entanto, os realizadores concordaram que faria mais sentido filmar em Vancouver.

“Optamos por Vancouver porque tinha estúdios maiores para acomodar os cenários gigantescos e precisávamos de neve – e muita”, diz o produtor Ralph Winter. Ele também pondera que Vancouver é mais próxima de Los Angeles, o que foi um fator levado em consideração.

As filmagens tiveram início em locação em Victoria, capital da Colúmbia Britânica, onde a Hatley House na Royal Roads University se passou pela mansão do professor Xavier. Embora a produção tenha utilizado várias locações fora de estúdio em Vancouver e nos seus arredores, a maior parte das filmagens se deu no Vancouver Film Studios e no Mammoth Studios, onde já funcionou um depósito da loja de departamentos Sears. X-Men2 é não só o filme de maior orçamento já rodado no Canadá, como também o filme com os maiores cenários “construídos” em termos de escala, tempo, pessoal e espaço em estúdio.

Boa parte da responsabilidade por esse trabalho recaiu nos ombros do desenhista de produção Guy Hendrix Dyas, um dos novos membros da equipe de realizadores de X-Men2. Foi ele que supervisionou a criação e a construção de 20 enormes cenários.

“Criar o design deste filme foi, sob alguns aspectos, mais fácil do que em X-Men — O Filme, pois muito já havia sido decidido neste filme”, ressalta. E ele prossegue: “Tivemos que criar em cima de um trabalho maravilhoso realizado por John Myhre, desenhista de produção de X-Men — O Filme, como as paredes azuis subterrâneas da mansão de Xavier e, claro, o Cérebro”.

Para criar o visual de X-Men2, Guy Dyas, que já foi ilustrador, fez pessoalmente 2.000 desenhos. “Bryan queria que X-Men2 fosse ampliado em termos de externas; ele queria mais amplidão, mais paisagens. O visual do filme tinha de refletir a expansão da história. X-Men2 tinha de ser mais imponente visualmente. Ninguém quer sentar para assistir um filme e sentir que está vendo a mesma coisa que viu três anos atrás”.

Guy Dyas se esforçou para que X-Men2 tivesse uma estética diversificada, indo do clássico ao moderno, do high-tech à arquitetura vintage da década de 30. O visual do filme é mais sofisticado, com uma estética mais semelhante aos quadrinhos do que seu antecessor, com mais contrastes de luz e sombra e ângulos de câmera exagerados. Os desenhos de Guy Dyas criaram a oportunidade de ampliar o mundo dos X-Men para tudo, de belos jardins italianos a paisagens com neve e prédios abandonados. “O ambiente muda o tempo todo, revelando novas partes da mansão X, do X-Jet e locais novos para a saga”, diz o desenhista de produção.

As criações de Dyas incluem uma igreja abandonada em estilo gótico, um museu de ciências num prédio com paredes de vidro (filmado na Plaza of Nations, em Vancouver), repleto de reproduções em escala de ossos de dinossauros, uma mansão vitoriana clássica, e a base de operações de Stryker, uma estrutura de concreto como uma casamata, situada sob uma represa no lago Alkali Lake. 

A base de Stryker ocupou mais da metade do estúdio de 10.430 metros quadrados no Mammoth Studios. A produção passou mais de 95 quilômetros de cabos elétricos, dispostos de tal maneira que o diretor de fotografia Newton Thomas Sigel pudesse iluminar qualquer parte do set imediatamente. “Embora pareça exagero, fazia sentido do ponto de vista do tempo”, ressalta o produtor Ralph Winter.

Contrastando com isso, a prisão de plástico que é o “lar” do Magneto é clean e contemporânea. “Não há um grama de metal ali. Até as câmeras de vigilância foram feitas em plástico transparente”, descreve Dyas.

Dyas e sua equipe também recriaram o interior da Casa Branca, destacando-se uma réplica da Sala Oval, incluindo uma reprodução exata do novo tapete desenhado pela atual primeira dama. Os lustres foram feitos à mão e os diversos quadros, como retratos de ex-presidentes e primeiras damas, que ficaram parecendo autênticos, são reproduções que tiveram sua superfície trabalhada para parecerem pinturas a óleo originais.

“A escrivaninha do presidente foi reproduzida nos mínimos detalhes”, conta Dyas. E enfatiza: “É uma escrivaninha incrivelmente elaborada que levou dois meses de trabalho dedicado para ficar pronta”.

Um dos elementos que foram redesenhados e que gerava mais expectativa é o X-Jet. Uma versão “nova e melhorada” era necessária porque acontece mais ação com o avião do que no primeiro filme. Enquanto o original tinha cerca de 18 metros de comprimento, o novo mede 26 metros, com um visual mais moderno e aerodinâmico. Ele possui três compartimentos distintos: a cabine do piloto, que está maior, a parte central que está com mais assentos, e o compartimento de carga, onde ficam as escadas. “Muitas pessoas entram e saem do jato, então tivemos de torná-lo mais prático para isso e para o equipamento do filme que tinha de caber nele. Fiquei muito satisfeito com o resultado final e espero que os fãs também gostem”, diz Dyas.

X2 também exigiu mais efeitos visuais, supervisionados por Michael Fink, que supervisionou os efeitos do primeiro filme. Muita tecnologia digital também foi utilizada, nas cenas que envolvem o vôo do X-Jet de Boston para as montanhas cobertas de neve do Colorado (e uma batalha aérea), seqüências envolvendo o Cérebro (talvez o segredo mais bem guardado da história) – e o teletransporte do Noturno. “O Noturno se desloca de um lugar para outro a seu bel prazer, então criamos efeitos para fazer parecer que ele se desmaterializa e depois se materializa em outro lugar”, explica Fink.

O supervisor de efeitos especiais com maquiagem Gordon Smith, que criou a inovadora maquiagem da Mística no primeiro filme, criou e implementou o visual do Noturno, inclusive sua cauda preênsil. Ele esclarece que a cauda que será vista no filme consistirá numa combinação de várias caudas reais, misturadas uma cauda feita com imagens geradas por computação gráfica criada por Michael Fink.

Após quatro meses e meio de um verão dos mais secos de todos os tempos em Vancouver, a produção concluiu a fotografia principal com seis dias de filmagens nas Montanhas Rochosas canadenses, próximo a Kananaskis, em Alberta. Elenco e equipe, num total de 225 pessoas, viajavam uma hora e meia diariamente para uma locação remota no Peter Lougheed Provincial Park. 

O set do lago Alkali era uma clareira na montanha, situada entre Upper Kananaskis Lake e Lower Kananaskis Lake. Embora seja talvez uma das mais belas paisagens da América do Norte, é também uma das mais acidentadas e é o habitat de ursos, lobos, coiotes, raposas, veados e alces. O set ficava localizado a mais de 1.830 metros acima do nível do mar, entre os dois lagos, bem no meio de um corredor natural de ventos. O elenco e a equipe tiveram de enfrentar ventos de 88 quilômetros por hora (que em alguns momentos chegavam a 129 quilômetros por hora) e temperaturas gélidas. Como bem observou um integrante da equipe: “Isto aqui é a terra do Wolverine”.

O diretor Bryan Singer fica claramente sentimental quando fala sobre Jackman e os demais atores que voltaram a interpretar seus personagens. “Eu me lembro de ir para o almoço e ver Patrick almoçando com Ian, Hugh conversando com Halle e Anna, Rebecca e Famke rindo de Jimmy Marsden me imitando. Era uma sensação inesquecível. Ver os meus heróis favoritos juntos de novo foi muito legal. Fazer o primeiro filme da série ‘X-Men’ foi uma experiência incrível e a reação do público foi extremamente gratificante. Mas depois de trabalhar em X-Men2, tenho a sensação de que X-Men — O Filme foi quase como uma prévia de X-Men2”, diz ele, sorrindo.

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